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Megapixels e outras Besteiras, parte 2

C

omo vimos antes, megapixels é uma medida de área criada para impressionar os consumidores e levá-los a achar que qualquer melhorazinha em um sensor é um enorme salto à frente.

Deixei todo mundo triste ao contar que uma melhora expressiva no tamanho de um sensor, como dobrar suas dimensões lineares (base e altura), significa quadruplicar seus megapixels. A Canon acaba de lançar sua 5DS (ou R) de 50MP – o primeiro progresso relevante (em termos de megapixels) desde os 12MP.

Precisamos chorar por isso? Nope. Megapixels não são, nem de longe, a característica mais relevante em uma DSLR; mas antes de entrar no que realmente nos interessa para fazer uma boa captura de imagem, o que farei em outro post, vamos nos adiantar e ir direto ao fim do processo: o que faremos com a imagem?

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Megapixels e outras Besteiras, parte 1

R

esolução alta, como já observei por aqui, é um truque de vendas muito usado por fabricantes para nos manter renovando o equipamento de 10 em 10 anos, pelos séculos dos séculos, amém. Para a maior parte dos trabalhos comerciais de hoje, 12MP já é um pouco de overkill, principalmente se as suas lentes e a sua técnica forem fracas. Mas vamos elaborar um pouco sobre a palavra mágica, megapixels, esse objeto do desejo, endorfina fotográfica que nos mantém eternamente fissurados.

Megapixel é a expressão de uma função quadrática, lembram? É como calcular área de uma sala: multiplica-se base por altura, ou número de pixels na horizontal pelo número de pixels na vertical. E como obtemos “metros quadrados” na sala, obtemos “megapixels” em captura digital. Um sensor com 2.048 pixels na horizontal por 1.536 pixels na vertical tem (2048 x 1536 = 3.145.728) pixels, ou 3MP.

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Pingos nos Is, parte 1

Vou dar uma de aforista, e mandar umas considerações sobre fotografia digital e de película que talvez a patota mais jovem não saiba.

A

maior resolução disponível hoje é a do cromo ISO50. Exponha-o de forma correta, revele-o e mande escanear: você terá uma arquivo maior do que os sensores full frame de hoje podem produzir, a uma fração do preço; terá um backup indestrutível (o filme); e daqui a 10 anos, quando os scanners puderem produzir um arquivo ainda maior e melhor, poderá mandar refazer o scan!

U

m quadro de formato 35mm, escaneado em um bom laboratório e inserido no workflow digital, tem resolução equivalente a uma DSLR de 25 megapixels.

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Leica, Quase Lá.

A

Leica acaba de lançar uma câmera nova, a Q typ 116. É uma point-and-shoot de 24MP full frame, com uma lente fixa Summilux de 28mm, f/1.7, e foco automático. Traz um finder eletrônico além da tela traseira, o que a torna a segunda mirrorless full frame a usar as lentes da Leica. A primeira foi a Sony A7.

Bem, vejamos. Cameras mirrorless (sem o espelho do sistema reflex, portanto menores. Pense no Cartier-Bresson segurando sua Leica, bem discretamente) com sensores full frame são o nosso sonho dourado, porque reunem leveza e praticidade com a capacidade de produzir arquivos grandões. Além disso não tem aquele sistema complicado de espelho e prisma, portanto menos algumas coisas para quebrar!

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