Fachadas

C

omecei a fotografar este bairro por causa de suas fachadas de cores saturadas, em combinações diferentes e engraçadas. De repente enxerguei, em alguns cantos, coisas de Edward Hopper; em outros, Oiticica. Sou um pretensioso!

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Agnus Dei

E

ssa é única e chamei de “Agnus Dei,” o cordeiro que é entregue em sacrifício.
Achei que a atitude me lembra desamparo – da mulher, das crianças, de todo mundo – diante de um mundo tornado psicótico pelos marketing men, e que agora convulsiona.
Somos instrumentalizados, somos produto, utilitários, medicalizados. A loucura, antes sintoma de excesso, hoje é somente sintoma de improdutividade.
E a medicação está mais e mais cara.

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Agnus Dei. Captura digital

Desespero

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a série sobre Dor.

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Desespero #1. Captura digital
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Desespero #2. Captura digital
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Desespero #3. Captura digital

Solidão

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a série em andamento sobre Dor.

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Solidão #1. Captura digital
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Solidão #2. Captura digital
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Solidão #3. Captura digital

A Queda

O

arcanjo Samael, o Portador da Luz, Lucifer, rebela-se contra a autoridade do Criador e é punido por isso. Em quase todas as cosmologias religiosas há o aparecimento da figura do demiurgo, do antagonista, do adversário (satan). Lucifer, em alguns relatos, assemelha-se a Prometeu, o titã que pretendeu emancipar a humanidade diante dos deuses do olimpo. Mas sendo o Criador onipotente, a estória não fecha, a não ser que Lucifer, caído e condenado a jamais gozar da graça da presença divina, mas a reinar no submundo, não seja mais do que uma peça no inescrutável plano da criação. A escuridão é necessária para que conheçamos a luz. O orgulhoso rebelde não passaria, pois, de um peão?

Este é o momento de realização tardia.

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Fallen #1. Captura digital
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Fallen #2. Captura digital
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Fallen #3. Captura digital

Sentinela

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I

magem tomada com uma Linhof Technikardan 4×5, lente Sinaron S 210mm em Fujichrome Velvia 50.

Este filme não existe mais, tendo sido substituído pelo Velvia 100. A reprodução de cores é fantástica e o grão, inexistente. Tenho um scan deste cromo, feito em um bom scanner, que gerou um arquivo com tamanho 80x100cm em 300dpi – sem nenhuma interpolação ou nada do gênero – e não se vê defeitos. Mas o cromo é tão mais belo que pode-se montá-lo em uma caixa de luz e mostrá-lo no tamanho original!

O que possibilitou fazer esta imagem foi meu treinamento. Estava dirigindo em Minas Gerais num fim de tarde quando vi a cena pelo retrovisor. Sabia que tinha cinco minutos ou perderia a composição, porque a Lua se move rápido. Sabia que não poderia usar exposições de 15 ou 20 segundos porque tinha visto a nuvem que ameaçava atrapalhar tudo!

Escolhi a abertura da lente enquanto montava a câmera, tripé, compunha, focava, apanhava a chapa… quando medi as sombras (que não incluí na parte inferior) e as altas luzes (horizonte, bem perto do morro), vi que tudo bem: exposição 1 segundo.

Não conseguia medir a Lua, mesmo com o meu fotômetro spot; muito pequena. Lembrei então do Ansel Adams, que me ensinou que a Lua nesta posição devia medir um pouco abaixo de 250c/f. Calculei, rezei, fiz a exposição e fui-me embora. Não pude nem fazer outra chapa porque a Lua e a nuvem se encontraram.

Pode-se ver as folhas das árvores e o capim no pasto, perto da antena. O capim no primeiro plano ficou fora de foco porque não houve tempo para fazer nenhum ajuste de báscula ou ponto de foco

Se precisasse fazer uma coisa de cada vez teria perdido a foto!

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E

sta é a jovem atriz Francesca Maldari. Traços fortes e o olhar pleno de personalidade. Um prazer fotografá-la.

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Francesca. Captura digital.

 

 

 

 

resgatando o polaroid

E

sta imagem é uma captura digital. Foi feita com a intenção de resgatar os limites e a estética do material Polaroid que eu usava quando ainda existia. A tecnologia digital foi usada da melhor forma possível: permitindo que testes e mais testes sejam feitos sem custo algum de material.

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Filipa, Canon 6D, 100mm macro, Hosemaster LightPainting Rig. Exposição 30 segundos!

Para obter este efeito usei a técnica de Light Painting, que consiste em abrir o diafragma da lente e, com o estúdio completamente escuro, usar uma lanterna ou qualquer fonte de luz contínua para expor partes do motivo de formas às vezes bem diferentes. O movimento é esperado, no caso de uma pessoa, e bem vindo, porque o Polaroid raramente era exposto por menos do que 1,5 segundo.

No Photoshop, controla-se o contraste pela técnica de aplicação de camadas de cor, usando os modos de blending e o “blend if” até chegar perto do que o Polaroid era capaz, em termos de latitude.

O sépia era produzido quando expunhamos um negativo P&B e colocávamos na processadora com um papel cor. Aqui foram usadas algumas camadas de ajuste P&B, com tingimento e novamente os blending modes. É preciso considerar separadamente as luzes, sombras e tons médios.

Ficou bem parecido!

Lost Boys

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erta vez quis fazer um ensaio inspirado nos meninos perdidos da turma do Peter Pan. O que tinha em mente só podia ser feito com uma câmera de báscula.

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Roberta Matyas, a.k.a. Kitty, Wisner 8×10″, Rodenstock 360mm, Polaroid 801

O foco tinha que ser muito restrito, mais do que um diafragma bem aberto poderia me dar, especialmente um diafragma de lente pequena, construída com um formato de película pequeno em mente. Além disso a pele, fosse em foco ou fora dele, tinha que ser muito rica em valores. Aliás, estes eram dois parâmetros importantes para a escolha de formatos, além dos que todo mundo conhece (grana, ampliação pretendida). Os quadradinhos 35mm, 60x60mm e 60x70mm estavam eliminados por princípio.

Para dificultar um pouco minha vida, e muito a de minha modelo Roberta, escolhi usar luzes de teatro. As sobras que produzem são muito mais macias e interessantes que as de uma tocha eletrônica. Não consigo explicar bem porquê, mas fotógrafos concordam comigo! Tinha 2.500W de luz para usar com Polaroid 8×10, que era ISO 100 mas eu expunha a 50. Exposição média de 2 segundos.

Mexi muito no plano da lente, nos dois eixos, de forma que pode-se ver direitinho como o foco passa pelo olho esquerdo, nariz, parte da testa, uma mecha de cabelo e só.

O resto é a performance brilhante de Ms. Kitty!